discriminação

Pobre ter plano de saúde é ofensa para a elite

Vou aqui mais uma vez, engatar um texto sobre um outro texto, sim porque se ta na moda ter liberdade de expressão (essa liberdade de expressão que atormenta quem já não é favorecido) eu também quero ter a minha em criticar gente com sentimento de superioridade elitista demente que ainda pensa que manda no Brasil.

Deixo aqui as imagens do texto de uma senhora que é jornalista do Jornal O Globo (diga-se de passagem é uma vergonha) sobre o pobre e o plano de saúde, mas uma vez vou em repetir em dizer que essas pessoas quando questionadas alegam humor e direito de expressão…. tis tis tis

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Sou obrigada a atribuir esses ataques frequentes, a “pobres”, nordestinos e negros ao desespero da elite sobre essa nova classe media que surge usufruindo do direito de poder frequentar um laboratório medico, as faculdades, os restaurantes e shoppings, percebo que tudo isso não é chick para o pobre e sim para a elite que cita essas idas e vindas com tanta empolgação que seria quase como conhecer Deus e poder tirar um selfie com ele.
Bizarro demais não acham? 

Se tem uma coisa que rico de meia tigela (e os de uma tigela inteira) gostam é de ver o pobre frequentando os espaços que antes era domínio deles, particularmente nunca vi um pobre se arrumando para ir fazer exame ou de dar tanta importaria a isso, ninguém gosta de estar doente, mas sou obrigada a considerar que pobre tem mais problema de pressão alta mesmo e não porque hipertensão esteja na moda, mas é que a gente tem que aturar sujeitinho metido a merda falando besteira desse tipo que ela disse quase sempre e respirar fundo para não tacar a mão na cara, nós trabalhamos mais, muito mais que a elite ( se bem me lembro trabalhamos para enriquecer a elite) e ainda temos que cuidar da família, temos que nos preocupar em ajudar os mais pobre que nós, porque ser pobre com plano de saúde ta beleza, pior mesmo é ser pobre sem casa esperando pela sopa e cobertor quentinho que um outro pobre que teve mais oportunidade na vida se dedica a ir levar.
Como não ser hipertenso?

Só vivenciando a vida de um pobre para saber como é, nós compramos roupas bonitas que usamos para ir na clinica, as vezes porque falta tempo de usar elas para ir em festas pobre não é desocupado pra ficar sentado atras de uma cadeira escrevendo tanta merda como essa senhora “muito bem humorada” fez e ainda ser pago por isso, esse senso de dominação, essa sensação de estar perdendo espaço, de não estar sendo mais a rainha da clinica privada, assustou a moça de uma maneira tão profunda que olha o que anos de estudo e dinheiro no bolso fizeram pra ela… transformou-a num grande nada, um saco bem vestido de cabeça oca e coração cheio de amargura.

Vou parar de escrever tenho exames para fazer, deixar muita gente irritada sendo preta, pobre, nordestina, gorda, lésbica, candomblecista e assegurada de um plano de saúde.

Bjo da Gorda Milly Costa

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Preconceito contra gordos

gordo
“Num mundo justo, os gordos teriam o seu lugar – e o lugar seria bem amplo! Falo sério: vivemos em meio a muito preconceito e os gordos e gordas são um dos grupos mais atacados. (Não direi aqui gordinhos, fofinhos ou fortinhos: isso é tão preconceituoso quanto chamar um negro de “escurinho”).
Durante o século 20, as mulheres, os homossexuais, os negros, e outros grupos discriminados lutaram contra o preconceito. Conseguiram avanços e, hoje, quem faz piada machista ou racista pode até ir preso. E os gordos, quem os defende? Ninguém.
Pois ao contrário das mulheres, dos homossexuais e dos negros, que são o que são e ponto, criou-se a ideia de que ser gordo é um estado que pode – e deve – ser ultrapassado. Que o “normal” é ser magro e, para isso, basta ter vontade, determinação e coragem. Mentira! Desde que o mundo é mundo existem gordos e magros. Quando a Terra acabar, eles ainda estarão entre nós.”
 
Esse é mais um texto, pequeno até, diante de tanto preconceito de mais uma pessoa que como nos se sente mal cada vez que ouve ou lê algo sobre ser GORDO. Tratam-nos como se tivéssemos um tipo de “lepra social” sem exagero pois só quem sente na pele isso sabe como definir e isso tem que acabar…
Vamos nos unir e lutar com dignidade e mostrar as pessoas que ser gente não é questão de tamanho!
Texto de 2010, reflita, hoje quem defende ou estende a mão para os gordos em 2014 ?  Continuamos sendo tratados como a escória da sociedade, comparados a pessoas desleixadas, preguiçosas entre tantos outros infinitos substantivos negativos, por isso não desistimos da nossa GUERRA !
Abraços, Nana Pinho